OS CÉREBROS DOS PSICOPATAS MOSTRAM DIFERENÇAS NA ESTRUTURA E FUNÇÃO:

 Há uma grande diferença no padrão elétrico de um cérebro psicopata. A parte frontal do cérebro (córtex pré-frontal, tomada de decisão, comportamento social, expressão da personalidade) e uma pequena área no meio (amígdala, responsável pelas emoções) não acendem no cérebro do psicopata, não tem afetá-los, o que significa que há pouca ou nenhuma atividade nessas área.


Amígdala: As deformações de superfície foram localizadas em regiões próximas aos núcleos basolateral, lateral, cortical e central da amígdala, resultando em um déficit no reconhecimento do medo, respostas mais baixas ao medo condicionado e baixo desempenho na evitação passiva e tarefas de aprendizagem reversa da resposta.

Ísula: psicopatas tem diminuição na atividade da insula que regula as decisões e dificultam dilemas morais pessoais que consideram atos repugnantes.

Nucleus Accumbens: O volume do nucleus accumbens era 13% menor na psicopatia. A morfologia atípica consistia em hipotrofia anterior predominante bilateralmente. Ela desempenha um papel central no circuito de recompensa. Seu funcionamento se baseia principalmente em dois neurotransmissores essenciais: a dopamina (promove o desejo) e a serotonina (saciedade e inibição).

Córtex Orbitofrontal: Apresenta baixa atividade no cerebro de psicopatas. Responsável pelas interações sociais, inibição de comportamento impulsivo, ética, moralidade, recompensa e punição, arrependimento e projeção de resultados futuros com base em expectativas implícitas de ações planejadas a curto prazo. Envolvido na regulamentação de muitas funções sociais, que incluem ética e moralidade.

Córtex pré-frontal ventromedial (inferior): Ele é crítico na regulação da emoção, ameaças, tomada de decisões e comportamento social, Ele também desempenha um papel importante na integração de memórias não baseadas em tarefas mais longas armazenadas no cérebro. Freqüentemente, são memórias associadas a emoções derivadas de informações do sistema límbico do cérebro. O lobo frontal modifica essas emoções para se adequar às normas socialmente aceitáveis. É conhecido como a seção de ética e moralidade do cérebro.

Fora todas essas diferenças no cérebro de psicopatas, ainda temos que acrescentar o fato de que os receptores de oxitocina em psicopatas são mutados, o que significa que não há processamento de oxitocina. A oxitocina é responsável por sentimentos como amor químico, confiança e vínculo. Ele também influencia estranhamente o reconhecimento facial e a memória facial.

Isso significa que as emoções pró-sociais não existem em psicopatas e o restante das emoções são embotadas (mínimas). Digamos que os neurotípicos têm emoções que variam de zero a dez, enquanto os psicopatas têm emoções que variam de zero a três em volume. Isso significa que não há emoções profundas ou duradouras em relação a nada.

Os psicopatas também têm um circuito fechado quando se trata de precisar dos outros, onde eles nunca sofrerão estando sozinhos. Não sentem necessidade e exigência de interação social, afeto, amor, validação, ser necessário, desejado, etc.

Por isso é tão diferente a forma que um neurotipico se relaciona com um psicopata e nós psicopatas precisamos criar uma máscara para suprir as necessidades sociais e emocionais dos neurotipicos.



–Naty Martins


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